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o diário de gratidão está mudando meu modo de ver o mundo

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Enxergar as coisas boas do dia a dia pode mesmo ter um impacto enorme nas nossas vidas

Você já ouviu falar no diário de gratidão – ou gratitude journal? A primeira vez em que eu esbarrei nessa ideia foi no Pinterest. Não era bem o que eu estava procurando – na verdade, eu estava buscando exemplos legais de páginas para um bullet journal, o diário em tópicos. Coincidência ou não, todo mundo falava sobre deixar algumas páginas mensais para escrever, diariamente, sobre as coisas pelas quais éramos/estávamos agradecidos.

Não foi algo que me conquistou à primeira vista. Para ser sincera, eu resisti bastante à ideia de que valorizar coisas pequenas do dia a dia realmente poderia fazer alguma diferença na minha vida. Mas, vamos por partes.

afinal, o que é um diário de gratidão?

Todos nós passamos por fases ruins na vida, quando parece que tudo dá errado. Em um português claro, é aquela avalanche de merda, que começa aos poucos e de repente já estamos soterrados. Bastou acontecer uma coisa ruim e, pronto, parece que tudo de ruim resolve acontecer ao mesmo tempo agora.

A questão é que, quando as coisas estão ruins – ou seja, quando estamos enterrados na merda – realmente fica difícil enxergar qualquer outra coisa além de merda. É aí que entra o diário de gratidão. Basicamente é um registro diário das coisas boas que acontecem nas nossas vidas, por menores que elas sejam, e que por isso mesmo nós somos gratos.

Se todos os dias a gente escreve sobre algo pelo que somos gratos, com o tempo vai ficando mais fácil reconhecer as coisas boas, inclusive quando estamos nadando na tal piscina de merda. E quando a gente menos percebe, está até conseguindo ser grata ao que aprendemos com as coisas ruins. Doideira, né?

por que manter um diário de gratidão pode ser uma boa ideia?

Particularmente eu gosto muito de diários, de uma forma geral, porque eu quero me lembrar de coisas legais (e mesmo aquelas não tão legais) que aconteceram ou acontecem comigo. Para mim é bacana olhar para trás e ver como cheguei até aqui, e o quanto eu mudei ao longo do caminho. Spoiler alert: eu mudei pra caramba.

No caso do diário de gratidão, o processo é parecido. Registrando as coisas boas, eu vou ter algo para olhar quando as coisas estiverem ruins. E isso vai me ajudar a seguir em frente.

Quem manja desses paranauês vai além, e defende que o diário de gratidão também auxilia no equilíbrio, autoconhecimento, compaixão e até na redução de estresse.

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o que a ciência diz sobre a gratidão?

Tudo muito bonito, muito legal, mas há provas científicas disso tudo? Sim.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, expressar a gratidão pode mudar o nosso cérebro, como mostra essa matéria da Galileu.

Uma outra matéria publicada no site da Forbes, um pouco mais antiga, lista os 7 benefícios cientificamente comprovados da gratidão. Entre eles:

  1. Gratidão abre portas para mais relacionamentos.
  2. Gratidão melhora a saúde física.
  3. Gratidão melhora a saúde psicológica.
  4. Gratidão aumenta a empatia e reduz a agressividade.
  5. Pessoas gratas dormem melhor.
  6. Gratidão aumenta a autoestima.
  7. Gratidão aumenta a força mental.

A matéria na íntegra  está aqui, mas antes de reclamar que está em inglês e você não consegue entender, vamos ser gratos pelo Google Tradutor.

como se faz um diário de gratidão?

Para se fazer um diário de gratidão, basta papel e caneta. Ou um bloco de notas no celular/computador/tablet. Reserve um tempo todos os dias – a recomendação daquela mesma galera que manja dos paranauês é pegar 15 minutinhos antes de dormir, mas na prática vale escolher o horário que for mais conveniente (e calmo) para você. No meu caso, eu coloquei um alarme diário no celular, para me lembrar sempre no mesmo horário e não ter a desculpa do “putz, esqueci”.

Tem gente que escreve uma palavra para resumir sua gratidão no dia. Tem gente que escreve uma frase. Tem gente que lista 3, 5 coisas. Tem gente que escreve uma página inteira. Na real é de cada um,  é você quem escolhe o que mais te agrada.

Outro dia eu vi o vídeo de uma youtuber gringa que desenha as coisas pelas quais ela é grata – e eu achei o máximo, principalmente para quem tem esse dom maravilhoso de se expressar visualmente. Fotografia também pode ser uma boa: basta sacar o celular e registrar todas as coisas pelas quais você sente gratidão. Para não se perder, é só criar um álbum com as fotos.

O WikiHow também tem algumas dicas.

Ah, e não se esqueça: o diário de gratidão é só para você. Não precisa mostrar para ninguém, então escreva o que você quiser.

a minha experiência com o diário de gratidão

Não vou mentir: no começo, eu passava um tempão pensando no que escrever. Imagine eu, toda racional e prática, tentando ser objetiva nas coisas pelas quais eu poderia ser grata. Foi daí que eu me toquei que, na verdade, as coisas pelas quais eu sou agradecida são, na maioria, subjetivas. E, por mais que eu tentasse, nem sempre encontraria um motivo racional para estar agradecida.

Aos poucos, eu percebi que não adiantava pensar nas coisas pelas quais eu era grata, mas sentir as coisas pelas quais eu era grata. Até porque, quando a gente pensa demais, não demora muito para a gente começar a se criticar (mas isso é assunto para um outro texto). Quando a gente sente, apenas, parece que muda alguma coisa na gente. E aos poucos muda mesmo.

Muda a maneira como a gente se enxerga, porque percebemos na constância de alguns temas o quanto algo ou alguém é importante para nós. E até mesmo na inconstância de alguns assuntos, é possível ver o quanto algo ou alguém nos faz feliz, mas na correria do dia a dia a gente acaba deixando passar.

Eu ainda estou muito no começo dessa minha jornada escrevendo um diário de gratidão, mas posso afirmar que essa experiência já mudou muito e continua mudando meu modo de ver o mundo, as pessoas e a mim mesma. Não é algo que acontece do dia para noite, e também não é a solução para todos os nossos problemas. Mas é uma ferramenta interessante, simples e fácil de inserir no dia a dia.

Particularmente, para mim é até estranho, porque tem dias que – acredite ou não – eu consigo ser grata até mesmo às experiências negativas. Vai ver é porque até mesmo coisas ruins podem nos ensinar alguma coisa. O caminho é longo, mas é uma viagem que vale a pena.

E você, já pensou em manter um diário de gratidão? Conte sua experiência nos comentários abaixo.

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Mandis

Quando eu era criança, adorava ouvir histórias. Gostava tanto que, depois que cresci, decidi que não só iria continuar ouvindo histórias, como também ajudaria a contá-las. Nas horas vagas, vivo minhas próprias histórias e reservo um tempinho para transformá-las em textos, fotos e outras amandices por aí.

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8 Comments

  1. Maria de Fátima

    Adorei o texto, preciso aprender fazer o diário da gratidão.😘😘😘

    09 . mar . 2018
    • Mandis

      Obrigada! Sim, tenho certeza de que você vai gostar.

      13 . mar . 2018
  2. Beatriz Andreoli

    Demais!!! O texto e o assunto. Parabéns, Amanda!
    Nesta mesma linha, também da pra melhorar a vida observando as virtudes do outro (infelizmente, o ser humano tem uma tendência natural a enxergar somente os defeitos). E, pode acreditar, muda muuuuito nossa própria vida.

    13 . mar . 2018
  3. Mandis

    Valeu, Bia. Concordo com você: a gente precisa aprender a observar e reconhecer as virtudes do outro, mas as nossas também. Mas isso é assunto para um outro texto. Te espero por aqui novamente.

    13 . mar . 2018
  4. Ludmila Santos

    Eu já tentei fazer uma parada parecida com o diário de gratidão. A mecânica da coisa é a seguinte: toda vez que alguma coisa boa acontecer no seu dia (qualquer coisa, até o que para os outros é uma bobagem), você anota em um papelzinho e coloca num cofrinho, ou numa caixa, numa gavetinha… algo assim. Depois de um tempo (no fim do ano, geralmente, ou no seu aniversário), você abre a caixinha e faz uma análise, um balancinho do que anotou (e aí poderia ser também o momento de agradecer pelas coisas boas, relembrar estas passagens, identificar a importância de tudo aquilo). Mas eu não passei de dois papelzinhos, não por falta de coisas bacanas na vida, mas porque simplesmente não anotava (procrastinação de novo??). Agora tô com uma ideia de escrever um diário por meio de cartas (aliás, não é bem um diário, porque a ideia não é escrever todo dia, mas quando alguma coisa me despertar interesse, ou tiver uma importância qualquer), escrever uma cartinha pra alguém sempre, não necessariamente uma única pessoa e também sem a obrigatoriedade de enviar as cartas (seria um caderninho de cartas não enviadas sobre momentos que merecem ser registrados?). Ou fazer igual a Felicity (aquela do seriado) que gravava cartas para uma amiga (que eu não lembro o nome, porque, né? faz tempo que assistia a essa pérola do JJ Abrams). Mas o difícil, pra mim, é começar. Seria eu uma colecionadora de projetos fracassados antes mesmo deles saírem do papel?? rs

    14 . mar . 2018
    • Mandis

      Eita! Lud, preciso ter uma conversa séria com você e essa sua autocrítica exagerada. Tá certo, todos nós temos isso, mas será que precisamos ser tão duros com a gente? Eu tô tentando mudar isso em mim – aguarde, teremos texto sobre isso em breve. Quer saber qual é a real? Acho que você tem que fazer o que você tiver vontade, quando tiver vontade, e não se cobrar por isso. Quando você estiver afim de escrever, escreva. Se quiser gravar um áudio, pega o celular e manda ver. Fotografar, idem. Agora, se você quer mesmo formatar um projeto, tem um objetivo, daí também tem outras técnicas para concretizar isso (que também está na minha lista para escrever um texto a respeito). Só não fique se chicoteando. Você é incrível e não merece. Beijos!

      17 . mar . 2018
  5. Lenina

    Muito fofa a ideia Amanda! 😉

    17 . mar . 2018
    • Mandis

      Obrigada, Lê! Adorei sua visita. Beijos!

      17 . mar . 2018

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