Bastidores, Inglaterra, Lugares

eu também transformo viagens em maratonas…

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Dá até para evitar o pinga-pinga entre cidades, mas será que conseguimos escapar da quantidade de atrações incluídas no roteiro?

Quando eu comecei a escrever o último post, a ideia era contar uma outra história, sobre como o cinema me levou aos meus 3 lugares favoritos em Paris, primeiro como espectadora, depois como viajante. A má notícia é que ainda não vai ser dessa vez que vou contá-la por aqui.

Mas, para que você não fique achando que eu só vou assumir os acertos e varrer os erros para debaixo do tapete, vem cá que eu vou te contar uma outra coisa sobre aquela primeira viagem internacional com o Marido-que-era-namorado: foi nela que eu tive certeza de que aquele homem realmente me amava.

Não porque ele topou fazer uma peregrinação a Liverpool com a namorada beatlemaníaca. Não porque ele  tomou uma overdose de Beatles ao ser carregado pela namorada beatlemaníaca para museu, Magical Mistery Tour e Cavern Club. E menos ainda porque teve o bom-senso de pedir a namorada beatlemaníaca em casamento na casa onde John Lennon cresceu.

Eu tive a certeza de que aquele homem realmente me amava porque além de tudo isso que eu contei no parágrafo acima, ele não me julgou por eu ter transformado nossa primeira viagem internacional em uma variação turística de uma corrida de revezamento 2×4. Dois malucos correndo de um lado para outro em 4 cidades – duas delas enormes.

Ou seja: a gente até acertou ao escolher poucas cidades (ainda bem, senão poderia ter sido bem pior). O problema é que as cidades que escolhemos (Amsterdã, Paris, Londres e Liverpool) tinham muita coisa para se ver. E, por melhor que seja o transporte público na gringa, por mais que a gente (eu, na verdade) se esforce para criar roteiros agrupando atrações próximas no mesmo dia, ainda assim rolou um exagero.

E quando eu digo exagero era sair cedo do hotel, andar o dia inteiro e só voltar no fim do dia, praticamente acabados, para repetir a maratona no dia seguinte. E no outro também.

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o que eu aprendi com isso?

Não vou mentir e dizer que eu aprendi a lição. Na real, a coisa fica ainda pior, porque eu continuo cometendo esse erro. Com menor frequência, é verdade, mas só o Marido sabe quantas igrejas visitamos em Ouro Preto em um único dia.

Da minha parte, acredito que seja uma variação daquela mesma ansiedade que faz a gente querer visitar 20 cidades/países em 14 dias. Só que é uma versão 30 atrações em 5 dias. Ok, rolou um exagero, mas não estou muito longe da realidade aqui. Os deslocamentos dentro das cidades podem até ser menores, mas ainda assim são cansativos.

Toda vez que a gente viaja, seja para uma cidade próxima ou distante, é a mesma coisa: começa com a vontade de ver o máximo de coisas possíveis e termina comigo prometendo que da próxima vez vai ser diferente, com menos atrações no roteiro e mais tempo para curtir os locais escolhidos.

Algumas vezes nós até conseguimos, outras não. Por mais que eu me esforce para elaborar um roteiro mais folgado, há dias/lugares em que isso é praticamente impossível. E tudo bem.

esqueça as fórmulas, confie em você

Não existe uma fórmula perfeita para se fazer um roteiro de viagem (e nem roteiro de viagem perfeito, como muitos prometem por aí). É um loop infinito de tentativa, erro e acerto. O lado bom é que a gente sempre aprende algo e tenta usar na próxima, que pode funcionar ou não.

Na real, eu não me incomodo de continuar errando e aprendendo, contanto que os erros e aprendizados venham com muitas viagens por aí.

Afinal, o mundo é grande, o tempo é curto e o Marido prometeu à (agora) esposa beatlemaníaca que nós vamos voltar a Liverpool algum dia, já que não conseguimos curtir a cidade do jeito que queríamos (e olha que eu deixei mais tempo do que o recomendado por outras pessoas). É ou não é amor de verdade?

E você, já sofreu de ansiedade e acabou fazendo uma maratona turística em algum lugar?

Mandis

Quando eu era criança, adorava ouvir histórias. Gostava tanto que, depois que cresci, decidi que não só iria continuar ouvindo histórias, como também ajudaria a contá-las. Nas horas vagas, vivo minhas próprias histórias e reservo um tempinho para transformá-las em textos, fotos e outras amandices por aí.

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